Avaliação do perfil epidemiológico de idosos com fraturas transtrocantéricas atendidos em hospital de média complexidade

Authors

  • José André Melo Barreto Guimarães Hospital São Vicente, Serra Talhada, Pernambuco, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-5434-3063
  • Jéssika Cristina de Lima Hospital São Vicente, Serra Talhada, Pernambuco, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6542-8241
  • Gabriel Soares de Souza Laboratório de Estudos em Saúde Pública e Epidemiologia (LESPE), Faculdade de Medicina, Campus Serra Talhada, Universidade de Pernambuco, Serra Talhada, PE, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-5178-8032
  • Natália Ferreira Barreto Guimarães Hospital do Câncer de Barretos, Barretos, São Paulo, Brasil https://orcid.org/0000-0002-8583-3604
  • Pedro Ferreira Barreto Guimarães Faculdade de Medicina de Olinda (FMO), Olinda, Pernambuco, Brasil https://orcid.org/0000-0001-7963-5663
  • Marcos Cesar Feitosa de Paula Machado Laboratório de Estudos em Saúde Pública e Epidemiologia (LESPE), Faculdade de Medicina, Campus Serra Talhada, Universidade de Pernambuco, Serra Talhada, PE, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-4631-0309
  • Pauliana Valéria Machado Galvão Laboratório de Estudos em Saúde Pública e Epidemiologia (LESPE), Faculdade de Medicina, Campus Serra Talhada, Universidade de Pernambuco, Serra Talhada, PE, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-4418-218X

DOI:

https://doi.org/10.29327/multiscience.2022008

Keywords:

acidentes por queda, fratura pertrocantérica, perfil de saúde, população idosa

Abstract

O processo de envelhecimento da população brasileira tem culminado em uma necessidade de reconhecer a existência de uma epidemia ortopédica. Este fenômeno consiste em um aumento no número de fraturas em idosos, em especial as transtrocantéricas. O estudo objetivou avaliar o perfil epidemiológico de pacientes idosos submetidos à osteossíntese de fraturas transtrocantéricas em hospital de média complexidade, visto que esta condição eleva os custos governamentais com internações, cirurgias e reabilitações, representando um grande problema social e econômico, fazendo-se necessário melhor investigação desse fenômeno. Trata-se de um estudo transversal e descritivo com dados de prontuários de idosos acometidos por estas fraturas entre 2016 e 2018. A análise foi realizada no programa R versão 3.4.3. Participaram do estudo 236 pacientes, com média de idade de 82 ± 8,31 anos, com predomínio mulheres, viúvos e hipertensos. A média de duração do internamento foi de 3 ± 8.31 dias, com custo médio de R$ 1.812,00. As fraturas mais encontradas foram 31A2.3 (classificação AO) e III variante (classificação Tronzo). A transfusão sanguínea pré-operatória foi necessária em 43,64% dos casos. Conclui-se que o perfil dos pacientes idosos atendidos neste estudo devido à fratura transtrocantérica apresenta o padrão já reconhecido de vitimização maior de mulheres, sem companheiro e com comorbidades que comprometem o equilíbrio, tais como a hipertensão.

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Classificação AO das fraturas transtrocantéricas. As fraturas do grupo 1 (31A1.1, 31A1.2 e 31A1.3) mostram fratura apartir do grande trocante e se estende até o pequeno trocânter e são bastante estáveis e sem grande área óssea. As fraturas do grupo 2 (31A2.1, 31A2.2 e 31A2.3) são fraturas multifragmentadas, iniciadas lateralmente ao grande trocanter e se estende pela cortical medial (o que fratura em duas partes), bem como também fratura o pequeno trocanter. Apenas a 31A2.1 é considerada estável. As fraturas do grupo 3 (31A3.1, 31A3.2 e 31A3.3) apresentam obliquidade reversa e a fratura atravessa a região transtrocantérica. Fonte: Mattos et al (2015).

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Published

2021-12-24

How to Cite

Guimarães, J. A. M. B., Lima, J. C. de, Souza, G. S. de, Guimarães, N. F. B., Guimarães, P. F. B., Machado, M. C. F. de P., & Galvão, P. V. M. (2021). Avaliação do perfil epidemiológico de idosos com fraturas transtrocantéricas atendidos em hospital de média complexidade. Multidisciplinary Science Journal, 4, e2022008. https://doi.org/10.29327/multiscience.2022008

Issue

Section

Research Article