Influência da liberação de irisina induzida pelo exercício físico no tratamento do Alzheimer: uma revisão de literatura

Authors

  • Letícia Araújo Rios Faculdade do Clube Náutico Mogiano, Mogi das Cruzes, SP, Brasil.
  • José Garcia de Brito-Neto Liga Acadêmica Multidisciplinar de Oncologia da FACENE (LAMOF), Faculdade Nova Esperança (FACENE/RN), Mossoró, RN, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-0705-6790
  • Henrique Stelzer Nogueira Centro Universitário de Jaguariúna (EAD UNIFAJ – UNIEDUK), Jaguariúna, SP, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-6704-4118
  • Roberto Moriggi Junior Faculdade de Educação Física da UNICAMP (FEF-UNICAMP), Campinas, SP, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-0844-7985
  • Henrique Miguel Centro Universitário de Jaguariúna (EAD UNIFAJ – UNIEDUK), Jaguariúna, SP, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-3455-8873
  • Leonardo Emmanuel de Medeiros Lima Centro Universitário de Jaguariúna (EAD UNIFAJ – UNIEDUK), Jaguariúna, SP, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-3182-9316
  • Priscila Afonso de Faria Pascuineli Faculdade do Clube Náutico Mogiano, Mogi das Cruzes, SP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.29327/multi.2021006

Keywords:

doença de Alzheimer, exercício físico, proteína irisina, proteína FNDC5

Abstract

A doença de Alzheimer (DA) causa atrofia cerebral progressiva e perda de memória, levando a demência, incapacidade e morte. A irisina faz parte do grupo de miocinas, que são substâncias secretadas pelo músculo em consequência da contração. O objetivo deste trabalho foi investigar quais são os efeitos da irisina para retardar a progressão da doença de Alzheimer. Esta pesquisa tratou-se de um estudo qualitativo exploratório, de caráter bibliográfico e de levantamento teórico com base em artigos científicos dos últimos 10 anos sobre as implicações da irisina no tratamento da doença de Alzheimer. Os artigos encontrados mostraram que há interação entre a irisina com a proteína produtora da substância tóxica que caracteriza a doença de Alzheimer. Foi mostrado que os cérebros com DA têm uma quantidade menor de irisina e que esta substância apresenta um potencial protetivo aos neurônios evitando que a proteína amiloide-beta se ligue a eles, prevenindo a perda neuronal. A irisina também foi relacionada com um importante indicador de saúde cerebral, o BDNF, mostrando que a quantidade de ambos é diretamente proporcional. Além disso, pesquisas realizadas com idosos mostraram que os resultados dos testes cognitivos foram melhores com aqueles que apresentaram um nível maior de irisina no líquido cefalorraquidiano. Concluiu-se que a FNDC5/Irisina tem um grande potencial para o tratamento de pessoas com a doença de Alzheimer, que o exercício físico é algo que pode ajudar no tratamento da doença, porém há a necessidade de mais estudos que investiguem diretamente os efeitos da irisina no tratamento da DA. 

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Published

2021-03-05

How to Cite

Rios, L. A., Brito-Neto, J. G. de, Nogueira, H. S., Moriggi Junior, R., Miguel, H., Lima, L. E. de M., & Pascuineli, P. A. de F. (2021). Influência da liberação de irisina induzida pelo exercício físico no tratamento do Alzheimer: uma revisão de literatura. Multidisciplinary Reviews, 4, e2021006. https://doi.org/10.29327/multi.2021006

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